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Mostrando postagens com o rótulo Retratos Falados

Abraço

​ Pequeno pedaço de nós Juntos, à testemunhas ou à sós Lugar que se faz casa, aconchego Onde da vida me achego, E me protejo e moro. Há vezes que por ele eu oro Aos céus eu peço em pensamento. Por aquele momento, em que da inerente aflição me desfaço Neste pequeno pedaço de nós, Nosso abraço.

Dani

O movimento esguio, os olhos negros, Negra pele, suave, seda... Ceda-me uma chance Deixa eu me achegar, E ganhar teu beijo, Ser teu desejo é meu desejo Quando vejo teu corpo Estar na tua alma, ter tua calma Te sentir na palma da minha mão. Quero entrar, viver no teu coração. (Alexon Fenandes)

Butterfly #2

Olha lá  Por no meio da multidão  Assim, do nada, surge  Some, aparece de novo  Como uma borboleta entre flores  Que se mistura em cores E desponta, emerge  Ela... Solitária, única,  Vestindo uma túnica protetora  É a autora dos sabores que não senti  Mas se sentir, aí de mim... Posso cair de amores e temores  Mas preciso lembrar que ela voa E se voa, não à toa,  pode me proteger do tombo  Como as borboletas de seu ombro (Alexon Fernandes)

Madrugada #02

Tua madrugada, onde me desperto. E um tanto esperto, te espreito, Com jeito, te acordo e concordo Meu corpo em tuas curvas. Nuas pontas, e tu ainda meio tonta, Te aprontas, te achegas, te ajeitas E a penumbra me reserva tua bronze tez. E como primeira vez, te testo. Aromas, sabores, calores... As poucas cores da madrugada se revelam. As estrelas que nos velam brilham sem pudor. Nós somos amor feito, minha senhora. Madrugada, vem. Vem agora! (Alexon Fernandes)

Chuva na Chapada

Passa aqui e me leva  Para longe, para onde não me achem Um lugar sol, chuva, terra molhada, beijo na boca   Onde numa olhada eu tenha a montanha verde e a pedra cinza  O caminho vermelho e pegadas Nossas pegadas, que nunca acharam Não deixaremos pistas  É lá que a felicidade dista Passa logo, não demora Quero ir embora ( Alexon Fernandes )

Eu seu...

​ Seu amigo, seu parceiro, seu confidente, seu contraponto, seu encontro. Seu companheiro, seu inteiro, sua piada pronta, da sua conta. Seu poeta, suas flores, seu sorriso, seu gozo, seu trovador, seu amor. (Alexon Fernandes)

Presentes

​ Fui te buscar presentes. Sol suave, lua brilhosa e uma brisa gostosa, que abraçava a gente. Trouxe tuas flores preferidas, para enfeitar e perfumar teu dia. Todas cores e teus sabores prediletos. Eu somente queria te olhar e assistir o teu deleite. Guardar teu sorriso. Ver teus pequenos gestos de alegria, ao cheirar, provar e sentir. Fui te buscar presentes. Para te ver presente. Para seres presente. Meu presente. (Alexon Fernandes)

A Carta

​ Hoje te escrevi uma carta, para declarar o que sinto. E, por incrível que pareça, rasguei o que escrevi. Não sabia. Se dissesse que era amor, de medo me arrependeria, se dissesse que não era, eu mentiria. De certa forma, eu minto. Não assumo, meu instinto te procura, meio doença, meio cura. Então eu sumo. E isso já dura, e me lembro quanto, quando e como. Sim, rasguei a carta. E a farta vontade de você persiste. Vontade e fartura, paradoxal loucura.  Assim vivo, esperando o momento em que cartas não serão rasgadas, abraços não serão raros, nem beijos caros. É... minha cara, nossa coisa estranha e não simples, tão leve. Não me leve a mal, rasguei uma carta. Normal. (Alexon Fernandes)

Casal

Não me leve à mal E se tentássemos? A estrada compartilhássemos Não faríamos mal Não faz mal Se já somos maduros E daí, se falarem mal Ainda há tanto futuro Nada de anormal Quando dois se encontram E corações laços criam De repente, um casal (Alexon Fernandes)

Valentina

Vem, minha Valentina Vem logo, pois a vida é breve É brisa que logo termina  Vem, abrir a cortina  Olhar o sol e as nuvens  Vem ver o céu, Valentina Do medo e da vergonha desatina Vem minha menina Me dá um beijo, Valentina.  (Alexon Fernandes)

Carne-boca

Imagino tua carne-boca  Encostando na minha, Molhas meus lábios  e abres teus átrios,  para eu entre, tímido mas certo.  E de tão certo, trago-te perto  do meu peito, de um jeito que despertas...  Aí apertas-me, aceitas-me.  Regas... meus desejos e ensejos. Afogas... minhas desgraças.  De mim fazes graça, brincas, mordiscas, lambes.  E no que tange ao que imagino,  sou teu menino, sentindo,  nutrindo-me de tua carne-viva. Carne-alma... beijo... (Alexon Fernandes)

Humor

É simples: Ser minimamente bem humorado é uma das chaves que todo sujeito deve levar em seu chaveirinho da vida. Já temos problemas demais, crises demais, freios demais. Se não levarmos a vida com certa leveza e humor, já era.  Humor não é gaiatice. É uma questão de tom. Humor é o cool jazz  dos comportamentos. É estar super atento, muitas vezes fingindo que não está nem aí. É a autocrítica sem autoflagelo. É fazer a namorada rir no cinema lotado ou lhe provocar aquela gargalhada gostosa ao ler o bilhete surpresa, que você deixou última página que ela leu no livro da vez. É energia! Uma das mais preciosas, diga-se. E como tal, tem o poder de atração ou repulsa. Humor atrai as melhores pessoas, os melhores sentimentos e as melhores situações na vida. E se junto do humor vier aquela pitada de elegância, o resultado é avassalador (no melhor dos sentidos).  Cultivemos e exercitemos o nosso humor. Façamos disso a jeito da vida e da alma. Usemo...

Lágrimas

Há lágrimas represadas, reprimidas lástimas Que não migram, que não saem Lágrimas que não formam rio E não vão para o mar  Sequer se deixam navegar  Lágrimas, precisam verter Seu volume me pesa Lágrimas, em reza, eu peço Deixem de por dentro me afogar  E que fiquem somente as lágrimas de me regar (Alexon Fernandes)

Sugerência

Sugiro que pares Que voltes e analises  O que fizeste e escolheste  Sugiro que te coloques  No lugar em que o outro puseste Sugiro que relembres o que disseste E o que provocaste com tuas palavras  Sugiro que te atentes para o que causaste A ilusão, o tombo e o desgaste  Sugiro que reflitas  Pois a dor que evitas  A alguém causaste Sugiro que não escolhas O que não podes carregar  Nem que despertes A quem não podes amar. (Alexon Fernandes) 

Todas as Formas.

Quero te amar de corpo A ti dedicar os cuidados e exercícios Que tenhas nele desejo e conforto E cries até um certo vício... Quero te amar de alma Te olhar nos olhos, saber te ouvir Entender tua luta e tua calma Para o bom que vier de ti eu fruir Quero te amar a tua carne densa Tuas curvas e teus odores E beijar tua boca intensa Me refastelar em teus sabores. Quero te amar sem correria Em incontáveis beijos demorados Sem a aflição do dia-à-dia Em abraços calados. Quero te amar engraçado Ser tua farra e tua festa Fazer-te rir sem cuidado Gozar o tempo que nos resta Eu quero te amar safado Te causar gemidos e prazeres Provar teu corpo tão desejado Satisfazer teus tantos quereres Quero te amar sem hora Sem uma regra ou lugar Não me importa o mundo lá fora Se só quero, de todas as formas, te amar. (Alexon Fernandes)

Anjo Caído

Quase

Um desejo quase pecado Um segredo quase falado Uma mentira quase fé Uma partida quase marcha-ré Uma saudade quase fome Um adjetivo quase nome Um distância quase dor Um ódio quase amor (Alexon Fernandes)