Carne-boca
Imagino tua carne-boca
Encostando na minha,
Molhas meus lábios
e abres teus átrios,
para eu entre, tímido mas certo.
E de tão certo, trago-te perto
do meu peito, de um jeito que despertas...
Aí apertas-me, aceitas-me.
Regas... meus desejos e ensejos.
Afogas... minhas desgraças.
De mim fazes graça, brincas,
mordiscas, lambes.
E no que tange ao que imagino,
sou teu menino, sentindo,
nutrindo-me de tua carne-viva.
Carne-alma... beijo...
(Alexon Fernandes)
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