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Mostrando postagens com o rótulo Não Prosas

Abraço

​ Pequeno pedaço de nós Juntos, à testemunhas ou à sós Lugar que se faz casa, aconchego Onde da vida me achego, E me protejo e moro. Há vezes que por ele eu oro Aos céus eu peço em pensamento. Por aquele momento, em que da inerente aflição me desfaço Neste pequeno pedaço de nós, Nosso abraço.

Brisa Impossivel

​ Brisa impossível Que beijou o rosto Suave, que acolheu E envolveu de forma completa Brisa impossível Pega desprevenido quem pelo calor é aturdido Brisa passageira, Passeia mas não pertence Brisa que passou Que era aprazível Mas não ficou Porque era brisa Porque era impossível (Alexon Fernandes)

Tua Beleza

Tua beleza não vi em revista Não é coisa de cinema, Não é coisa de artista Tua beleza está no instante Na fotografia, na hora flagrada Tua beleza vive em teus movimentos No teus olhos grandes, no sorriso Tua beleza não foi comprada É dormindo, é acordada Tua beleza... dúvida e certeza Ai de mim, ai do mundo, Mesmo que por um segundo Sem tua beleza (Alexon Fernandes)

Veraneou

​ Mesmo que haja problemas, Que a pressão seja grande, Que a voz não seja ouvida, Nem a mensagem entendida, Mesmo que a incompreensão prevaleça E a estupidez apareça Começou o verão. No horário e na estação. Virão o calorão e o mate com limão. Terá a praia lotada (talvez, arrastão). Também piscina Toni na laje. Marquinha aparecendo no decotão. Falaremos de aquecimento global, Fritaremos ovo no chão. Tá lotada a Lapa, mermão. Na escola tem sambão. Começou o verão. No horário e na estação. Que seja de amor, que seja de paz. Porque a vida não está fácil, rapaz. (Alexon Fernandes)

Dani

O movimento esguio, os olhos negros, Negra pele, suave, seda... Ceda-me uma chance Deixa eu me achegar, E ganhar teu beijo, Ser teu desejo é meu desejo Quando vejo teu corpo Estar na tua alma, ter tua calma Te sentir na palma da minha mão. Quero entrar, viver no teu coração. (Alexon Fenandes)

Butterfly #2

Olha lá  Por no meio da multidão  Assim, do nada, surge  Some, aparece de novo  Como uma borboleta entre flores  Que se mistura em cores E desponta, emerge  Ela... Solitária, única,  Vestindo uma túnica protetora  É a autora dos sabores que não senti  Mas se sentir, aí de mim... Posso cair de amores e temores  Mas preciso lembrar que ela voa E se voa, não à toa,  pode me proteger do tombo  Como as borboletas de seu ombro (Alexon Fernandes)

Madrugada #02

Tua madrugada, onde me desperto. E um tanto esperto, te espreito, Com jeito, te acordo e concordo Meu corpo em tuas curvas. Nuas pontas, e tu ainda meio tonta, Te aprontas, te achegas, te ajeitas E a penumbra me reserva tua bronze tez. E como primeira vez, te testo. Aromas, sabores, calores... As poucas cores da madrugada se revelam. As estrelas que nos velam brilham sem pudor. Nós somos amor feito, minha senhora. Madrugada, vem. Vem agora! (Alexon Fernandes)

Chuva na Chapada

Passa aqui e me leva  Para longe, para onde não me achem Um lugar sol, chuva, terra molhada, beijo na boca   Onde numa olhada eu tenha a montanha verde e a pedra cinza  O caminho vermelho e pegadas Nossas pegadas, que nunca acharam Não deixaremos pistas  É lá que a felicidade dista Passa logo, não demora Quero ir embora ( Alexon Fernandes )

(Re)

​ Não dá pra (re)moer O que faz (re)sentir Melhor (re)conhecer Olhar o sol (re)nascer (Alexon Fernandes)

Canturia

​ Cantei a pedra Cantei a música Na verdade... Cantei você (Alexon Fernandes)

Casal

Não me leve à mal E se tentássemos? A estrada compartilhássemos Não faríamos mal Não faz mal Se já somos maduros E daí, se falarem mal Ainda há tanto futuro Nada de anormal Quando dois se encontram E corações laços criam De repente, um casal (Alexon Fernandes)

Irerê

​ Uma tarde que cai A lua que sai Amor transborda, esvai Não tem mais ai Não tem mais dor Agora só calor Agora só carinho Nesse novo caminho Sem espinhos nos pés Uma canção de fé Eu-você, dois Amanhã, agora e depois. (Alexon Fernandes)

Tolo

Eu, que tolo eu Sempre aqui Sempre seu Neste lugar "não sei" Nesta indagação  O que serei? O que seria de mim Sem ti, afinal? Se no final, Não formos você e eu.  Somente... Tolo eu.  (Alexon Fernandes) 

Notas

Te escrevo notas,  Coisas tolas de amor.  Versinhos curtinhos Sobre sonhos juntinhos, Que tenho contigo. Nas notas te digo Que te amo assim Escrevendo... notas... Querendo que a mim notes,  Que gostes e de paixão  Finalmente brotes.  Se não te importas, Eis mais uma nota.  (Alexon Fernandes)

Valentina

Vem, minha Valentina Vem logo, pois a vida é breve É brisa que logo termina  Vem, abrir a cortina  Olhar o sol e as nuvens  Vem ver o céu, Valentina Do medo e da vergonha desatina Vem minha menina Me dá um beijo, Valentina.  (Alexon Fernandes)

Desculpa-me

Desculpa-me o mau jeito Essa mania de abrir o peito Querendo ser aceito Na tua vida, no teu leito Desculpa-me o defeito De querer cauda efeito Ao não me acomodar  Com o que me é estreito Desculpa-me, não tem jeito O amor, risonho, tirou-me proveito E sequer me deixou direitos Pudera... O que fiz está feito.  (Alexon Fernandes)

Arrumação

​ Abrir as janelas Deixar o sol entrar Tirar a poeira Limpar os cantos Da casa e da alma Regar as plantas Enxugar os olhos Ouvir a música que faz dançar Entender o que se pode Deixar ir o que não quer ficar Olha para si com respeito Há coisas que não têm jeito... Se o tempo ajudar, Uma praia, um luar A vida vai mostrar Deus vai conduzir O caminho de paz a seguir. (Alexon Fernandes)

Queda

A queda  Que me machuca os joelhos,  Me rala as mãos  E quebra meus dentes  Faz ver o mundo por baixo Me perco, não me acho Me faz aprender de tanto doer nos ossos, ao me tirar bifes  A queda é pedir que fiques  Ao espatifar-me na porta que fechas. Arrebento minha derme E para o que serve a queda, A não ser para que do sangue  venham feias flores cicatrizes,  filhas de dores raízes (Alexon Fernandes)

Loucura

A minha loucura: Acreditar que loucura  é coisa que se cura  Não! Loucura é coisa que dura Nada se pode fazer A não ser pedir à Deus  Para da tua loucura esquecer.  (Alexon Fernandes)

Noite

Vou te comprar umas flores Vou colocar uma música Vou te servir um jantar Vou passar um café Depois vou te abraçar Fazer-te cafuné E depois de muitos amores Vou contigo dormir Até...