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Tua Beleza

Tua beleza não vi em revista Não é coisa de cinema, Não é coisa de artista Tua beleza está no instante Na fotografia, na hora flagrada Tua beleza vive em teus movimentos No teus olhos grandes, no sorriso Tua beleza não foi comprada É dormindo, é acordada Tua beleza... dúvida e certeza Ai de mim, ai do mundo, Mesmo que por um segundo Sem tua beleza (Alexon Fernandes)

Veraneou

​ Mesmo que haja problemas, Que a pressão seja grande, Que a voz não seja ouvida, Nem a mensagem entendida, Mesmo que a incompreensão prevaleça E a estupidez apareça Começou o verão. No horário e na estação. Virão o calorão e o mate com limão. Terá a praia lotada (talvez, arrastão). Também piscina Toni na laje. Marquinha aparecendo no decotão. Falaremos de aquecimento global, Fritaremos ovo no chão. Tá lotada a Lapa, mermão. Na escola tem sambão. Começou o verão. No horário e na estação. Que seja de amor, que seja de paz. Porque a vida não está fácil, rapaz. (Alexon Fernandes)

Conto Nº 2

Era domingo. Fria manhã. Ela acordou mais que o usual. Sentiu-se estrangeira na própria cama, apesar do cenário batido. Fechou os olhos, na ilusão de que ao abri-los novamente tudo poderia mudar. Não mudou. Ela ouvia a respiração profunda, pontuada, incômoda. Tudo se tornara incômodo. Não o reconhecia mais. Não se reconheciam mais. Ele era o homem que ela julgou que amaria para sempre. Não que ela tivesse deixado de amá-lo. Talvez, sim... Provavelmente. Mas era difícil aceitar. Já não havia mais o ânimo de antes, a vontade, o brilho. Não era a rotina, não eram problemas. Simplesmente não era. Mais nada.  Levantou. Pela fresta da persiana, ela notou as poucas gotas de chuva. Olhou para a cama e percebeu que se ela desaparecesse o sono dele não seria interrompido. Mudou a roupa, lavou o rosto, calçou um par de tênis. Foi à cozinha, bebeu água. Saiu. No espelho do elevador, via-se por inteiro. "Merda. Engordei.", pensou ela. Mesmo assim, enxergava-se bela. Como era be...

Dani

O movimento esguio, os olhos negros, Negra pele, suave, seda... Ceda-me uma chance Deixa eu me achegar, E ganhar teu beijo, Ser teu desejo é meu desejo Quando vejo teu corpo Estar na tua alma, ter tua calma Te sentir na palma da minha mão. Quero entrar, viver no teu coração. (Alexon Fenandes)

Butterfly #2

Olha lá  Por no meio da multidão  Assim, do nada, surge  Some, aparece de novo  Como uma borboleta entre flores  Que se mistura em cores E desponta, emerge  Ela... Solitária, única,  Vestindo uma túnica protetora  É a autora dos sabores que não senti  Mas se sentir, aí de mim... Posso cair de amores e temores  Mas preciso lembrar que ela voa E se voa, não à toa,  pode me proteger do tombo  Como as borboletas de seu ombro (Alexon Fernandes)

Madrugada #02

Tua madrugada, onde me desperto. E um tanto esperto, te espreito, Com jeito, te acordo e concordo Meu corpo em tuas curvas. Nuas pontas, e tu ainda meio tonta, Te aprontas, te achegas, te ajeitas E a penumbra me reserva tua bronze tez. E como primeira vez, te testo. Aromas, sabores, calores... As poucas cores da madrugada se revelam. As estrelas que nos velam brilham sem pudor. Nós somos amor feito, minha senhora. Madrugada, vem. Vem agora! (Alexon Fernandes)

Chuva na Chapada

Passa aqui e me leva  Para longe, para onde não me achem Um lugar sol, chuva, terra molhada, beijo na boca   Onde numa olhada eu tenha a montanha verde e a pedra cinza  O caminho vermelho e pegadas Nossas pegadas, que nunca acharam Não deixaremos pistas  É lá que a felicidade dista Passa logo, não demora Quero ir embora ( Alexon Fernandes )

Azul (também verde)

​ Meu amor azul Assim como minha dor Que também tem a verde cor Meio mar, meio mato, tudo céu Meu amor azul Chorei azul... Por que azul? Justo azul... Minha favorita cor e minha imensa dor Dor de amor, e sorrirei... Azul, em salpicados verdes Que sede! De azul, de vida E ainda há muita... (Alexon Fernandes)

Eu seu...

​ Seu amigo, seu parceiro, seu confidente, seu contraponto, seu encontro. Seu companheiro, seu inteiro, sua piada pronta, da sua conta. Seu poeta, suas flores, seu sorriso, seu gozo, seu trovador, seu amor. (Alexon Fernandes)

Presentes

​ Fui te buscar presentes. Sol suave, lua brilhosa e uma brisa gostosa, que abraçava a gente. Trouxe tuas flores preferidas, para enfeitar e perfumar teu dia. Todas cores e teus sabores prediletos. Eu somente queria te olhar e assistir o teu deleite. Guardar teu sorriso. Ver teus pequenos gestos de alegria, ao cheirar, provar e sentir. Fui te buscar presentes. Para te ver presente. Para seres presente. Meu presente. (Alexon Fernandes)

(Re)

​ Não dá pra (re)moer O que faz (re)sentir Melhor (re)conhecer Olhar o sol (re)nascer (Alexon Fernandes)

A Carta

​ Hoje te escrevi uma carta, para declarar o que sinto. E, por incrível que pareça, rasguei o que escrevi. Não sabia. Se dissesse que era amor, de medo me arrependeria, se dissesse que não era, eu mentiria. De certa forma, eu minto. Não assumo, meu instinto te procura, meio doença, meio cura. Então eu sumo. E isso já dura, e me lembro quanto, quando e como. Sim, rasguei a carta. E a farta vontade de você persiste. Vontade e fartura, paradoxal loucura.  Assim vivo, esperando o momento em que cartas não serão rasgadas, abraços não serão raros, nem beijos caros. É... minha cara, nossa coisa estranha e não simples, tão leve. Não me leve a mal, rasguei uma carta. Normal. (Alexon Fernandes)

Canturia

​ Cantei a pedra Cantei a música Na verdade... Cantei você (Alexon Fernandes)

Casal

Não me leve à mal E se tentássemos? A estrada compartilhássemos Não faríamos mal Não faz mal Se já somos maduros E daí, se falarem mal Ainda há tanto futuro Nada de anormal Quando dois se encontram E corações laços criam De repente, um casal (Alexon Fernandes)

Irerê

​ Uma tarde que cai A lua que sai Amor transborda, esvai Não tem mais ai Não tem mais dor Agora só calor Agora só carinho Nesse novo caminho Sem espinhos nos pés Uma canção de fé Eu-você, dois Amanhã, agora e depois. (Alexon Fernandes)

Tolo

Eu, que tolo eu Sempre aqui Sempre seu Neste lugar "não sei" Nesta indagação  O que serei? O que seria de mim Sem ti, afinal? Se no final, Não formos você e eu.  Somente... Tolo eu.  (Alexon Fernandes) 

Notas

Te escrevo notas,  Coisas tolas de amor.  Versinhos curtinhos Sobre sonhos juntinhos, Que tenho contigo. Nas notas te digo Que te amo assim Escrevendo... notas... Querendo que a mim notes,  Que gostes e de paixão  Finalmente brotes.  Se não te importas, Eis mais uma nota.  (Alexon Fernandes)

Valentina

Vem, minha Valentina Vem logo, pois a vida é breve É brisa que logo termina  Vem, abrir a cortina  Olhar o sol e as nuvens  Vem ver o céu, Valentina Do medo e da vergonha desatina Vem minha menina Me dá um beijo, Valentina.  (Alexon Fernandes)

Desculpa-me

Desculpa-me o mau jeito Essa mania de abrir o peito Querendo ser aceito Na tua vida, no teu leito Desculpa-me o defeito De querer cauda efeito Ao não me acomodar  Com o que me é estreito Desculpa-me, não tem jeito O amor, risonho, tirou-me proveito E sequer me deixou direitos Pudera... O que fiz está feito.  (Alexon Fernandes)