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Mostrando postagens de outubro, 2015

Noite

Vou te comprar umas flores Vou colocar uma música Vou te servir um jantar Vou passar um café Depois vou te abraçar Fazer-te cafuné E depois de muitos amores Vou contigo dormir Até...

A Tarde

A tarde cai, inevitável e azul Um vento sul no rosto Era paz, nada mais A tarde vai e um ponto de luz cintila Era a primeira estrela que lembra Quem já nem se lembra mais da dor Do que foi, do medo de um velho enredo A tarde já era tarde, era noite E dia virá, novo e brilhante E neste instante, não distante Era a paz, nada mais. (Alexon Fernandes)

Distância

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Evasão

​ ​ Usas a evasão Para não dizeres o "não" Que temes não crer. E sem razão desistes Do que sentiste E não mais insistes Deixas então que se esvaia, Que saia, desapareça. Areia fina em peneira, Até que só pedra permaneça E a dureza prevaleça. Evasão... Numa fração de tempo Já não és mais ação. Nem canção. És memória, nem de glória ou derrota, Pouco importa. És vazão. (Alexon Fernandes)

Seu bem

​ Gente, tanta gente... Em meio essa gente Eu vi você... Tão diferente Sorridente... Sei lá porquê Eu vi você... Você não me viu Sorriu, Riu de mim, igual a vida Que se diverte com meus tropeços, tombos e machucados E você, achado? Tão diferente... Eu, assustado. Encantado... Homem feito, feito menino Procuro a sua mão, porque tenho medo Do escuro, do que vem depois do muro. Me leva, me cuida, não me iluda. Trate-me bem E, sempre que lembrar, Me chame de seu bem. (Alexon Fernandes)