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Mostrando postagens de junho, 2015

A Janela

A janela me mostra  O que já não lembrava  A imagem que se apagava  Na minha mente cansada  A janela que se abre  Um novo horizonte se traça Tem surpresas? Quem sabe? Coisa que fica, gente que passa  A janela que me vê Alguém que se mostra e sorri  Ela pode ser quem nunca vi Ela pode ser você  (Alexon Fernandes)

Estações

É outono... época instável, uma ferrugem cobre as folhas, que morrerão, cairão e levarão com elas as dores de outra estação. A natureza troca de roupa, como que no expurgo de suas mágoas e seus ais. E jaz no outono a dor de um amor. Que se foi, que já não mais floria e fazia pesos nos galhos. Em breve, chega o inverno. Em neve, branca e gelada. Que nos fechará as estradas. Lá fora o frio vento. Aqui dentro o alento quente da gente tentando aquecimento. Vem cá... Eu te abraço e de amor te aqueço. Esqueço de mim e vivo o nós, que agora a sós temos tanto tempo. Pouco tempo. Todo o tempo. Pois depois que o inverno passar, só nos restará a primavera.  

Carne-boca

Imagino tua carne-boca  Encostando na minha, Molhas meus lábios  e abres teus átrios,  para eu entre, tímido mas certo.  E de tão certo, trago-te perto  do meu peito, de um jeito que despertas...  Aí apertas-me, aceitas-me.  Regas... meus desejos e ensejos. Afogas... minhas desgraças.  De mim fazes graça, brincas, mordiscas, lambes.  E no que tange ao que imagino,  sou teu menino, sentindo,  nutrindo-me de tua carne-viva. Carne-alma... beijo... (Alexon Fernandes)