Grave
Grave
Tua voz é grave
E não há entrave que resista
Força de vontade que insista
Em não ceder ao pedido,
em verbo aéreo, sussurro
Meio zombando, meio sério
É mistério...
É um jeito, um andar num vestido azul, um parar
E, meu Deus, um olhar...
Eu quero que tu graves
E na doce maldade me craves
Unhas e dentes
E eu, infeliz indigente, em dor contende
Vencerei a gravidade e te levarei ao céu.
Pois, então, quem quiser que grave
As minhas palavras, meus anseios escritos
Meus ditos e não ditos
Pois se tu vieres, em teu jeito grave, pedindo em de fá clave
Reze pois dois Pais e uma Maria Ave
Será demais...
Será... grave.
(Alexon Fernandes)
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