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Mostrando postagens de janeiro, 2015

Só tudo...

Eu te abraço  E puxo teu cabelo  Te arrepio os pêlos Só de tê-los  na ponta da língua  E ainda que tentes  Não resistes, estás quente Crente que poderás parar  quando ordenares  Trocamos olhares... Já não somos ímpares  Nem imparciais Somos dois, nada mais  Entregas-te a mim, desistes O depois não existe  Nem o que antes vistes  Es o agora, não há o lá fora  Só o aqui dentro, entro Guardas-me, amarras-me  Com pernas e braços  Sou tudo  e somente o amor que te faço  Sortudo  Eu sei, desejei, alcancei  Dei o que querias  Porque também eu tanto queria  Que sabia que seria  Hora ou outra, dia mais, dia menos. Aproveitemos, gozemos... (Alexon Fernandes)

Dói

Dói quando invento de lembrar  Dói quando tento desmemoriar  Dói se for explicar Dói se for racionalizar  Dói de fazer desistir  Dói como um morto feto parir Dói a arranhadura de sair Dói até existir Dói de fazer tremer Dói de fazer gemer Dói pedir à Deus boa mercê  Dói saber quem foi você  (Alexon Fernandes)

Grave

Grave Tua voz é grave  E não há entrave que resista  Força de vontade que insista  Em não ceder ao pedido,  em verbo aéreo, sussurro  Meio zombando, meio sério  É mistério... É um jeito, um andar num vestido azul, um parar E, meu Deus, um olhar... Eu quero que tu graves E na doce maldade me craves Unhas e dentes  E eu, infeliz indigente, em dor contende  Vencerei a gravidade e te levarei ao céu.  Pois, então, quem quiser que grave As minhas palavras, meus anseios escritos Meus ditos e não ditos  Pois se tu vieres, em teu jeito grave, pedindo em de fá clave Reze pois dois Pais e uma Maria Ave Será demais... Será... grave.  (Alexon Fernandes)

Quase

Um desejo quase pecado Um segredo quase falado Uma mentira quase fé Uma partida quase marcha-ré Uma saudade quase fome Um adjetivo quase nome Um distância quase dor Um ódio quase amor (Alexon Fernandes)