Veraneio
De dias solares, às vezes nem tantos, às vezes só mares
De céus de vôo e chuva, de no horizonte uma suave curva
Que me lembra a de teus morenos ombros
Aquela brisa quente de parece da tua narina os ares
De uma cidade-verão, verão luas baixas e obesas
Gente sem camisa de sorridentes belezas
Nos termômetros, mais de quarenta teremos
E dos quarentas passados esqueceremos
De mates, águas, cocas e “geladas” nos sinais
De bermudas, tentadores shortinhos, desejos carnais
Calçadões, biquínis, marquinhas, libidos, olhares trocados
De bronzeados corpos, atmosfera úmida, beijos molhados
Rio de dezembro à março, da pipa no céu e pé descalço
Que toca no chão quente, que marca a areia e se refresca na praia fria
Rio de lembrar que esqueci do amor de um verão passado
Rio de Janeiro, está aí o que você queria
(Alexon Fernandes)
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