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Mostrando postagens de julho, 2014

, amor...

Em meio a toda dor De todos os modos Venha do jeito que for É preciso, amor Depois de tanto correr De tanto procurar  E não saber É buscado, amor De tanto desencontros Num mundo de espantos Planos e desenganos  É agora, amor Não temos tempo  Temos tanto tempo  O muito e o pouco  É você, amor Que eu preciso  Que eu reviso  Eu não desisto De você, amor  (Alexon Fernandes)

Caminhos

Uma mulher, um homem Dois caminhos, muitos passos Um dia, o encontro  Tantas noites, muitas cores Um adeus, fortes dores Agora sozinhos, descompasso Quantas lembranças, alguma esperança De nos caminhos, qualquer dia Um novo encontro Do mesmo homem e da mesma mulher (Alexon Fernandes)

Tardes

Aquelas tardes Mornas tardes... Em que te via E esperava antes cada segundo E me preparava como se o mundo  Acontecesse à tarde Aquelas tardes Felizes tardes... Em que te dizia E fazia meus projetos Rasgava os decretos E criava nosso mundo numa tarde.  Aquelas tardes Azuis tardes... Em que te beijava E mostrava o meu amor Que em seu fulgor era o sol Dos meus dias que nasciam à tarde.  (Alexon Fernandes)

Que o amor...

Que o amor nos encontre Que eles nos faça de casa Que ele nos dê asas Que o amor nos confronte Que nos tire do lugar Que nos faça mudar  Que o amor nos mostre  Que uma receita não há Que no final, ele (o amor) é o que vai ficar.  (Alexon Fernandes)

Beleza em movimentos

A beleza também vive nos movimentos. Isso. Quem nunca achou a beleza nos movimentos de alguém? No andar, no gesticular, ou em tantos pequenos trejeitos que nos encantam e nunca mais saem da nossa memória.  Como se o movimento eternizasse aquela pessoa. E, dependendo do nível de convivência, essa beleza se expressa nos momentos mais inusitados. É o jeito de folhear as páginas de um livro, de escolher as roupas no armário, ou até de dirigir o carro.  Eu lembro de como era bela a rotina da hora de almoçar de alguém que viveu muito íntima a mim. Como ela carregava a bandeja, como manuseava talheres e decidia o que comeria primeiro. A minha comida esfriava por causa do meu namoro aos movimentos dela.  A beleza se eterniza em movimentos? Pode ser... O encantamento e a admiração se expressam até em movimentos. Até porque os movimentos, em tese, são expontâneos e por isso são a genuínos.  É isso que nos amarra a alguém. O que ela é por si só. (Alexon Fer...

Talvez

Talvez fora de hora Talvez tenhamos que ir embora Talvez não seja agora  Talvez mundo afora  Talvez mais uma vez Talvez nada do que crês  Talvez tudo o que vês  Talvez o que de nós se fez Talvez envelheça Talvez de tanto talvez pereça Talvez cresça Talvez nunca se esqueça (Alexon Fernandes)

O que seria.

O que seria  Se fossemos nós Desde aquela hora Daquele beijo azul O que seria  Se desatássemos os nós Não fossemos embora Não fossemos norte e sul O que seria Se tu ouviste minha voz Quase desfalecida atendesse Confiasses e viesses O que seria Agora... aqui... à sós Seriamos calor, sabor, odor Seriamos o que tu quisesses.  

O que faz parte.

Dia de arrumar gavetas. Elas precisavam de uma ordem mínima que fosse. Eram documentos antigos, contas já pagas, anotações, mapas de viagens, tickets de entrada de cinema e outras bobagens. Ele retirava a papelada e se condenava por guardar tanta coisa inútil. Queria espaço para novas coisas — talvez tão inúteis quanto as antigas. Limpar gavetas era um rito de passagem. Mandar o velho embora, reservar lugar para o novo e desconhecido. Era esperar o porvir. Separou os sacos de lixo, entrou no escritório, ligou o aparelho de som (“Kind of Blues”, de Miles Davis), iniciou os trabalhos. Primeira gaveta, segunda gaveta... Papeis rasgados e ensacados. O trabalho ia se desenrolando normalmente, até que achou um envelope. Não lembrava do que se tratava. Contudo, o perfume que dele exalava já lhe dava pistas. Abriu o envelope... Era uma foto dos dois, tirada numa viagem que fizeram. No verso, ela somente tinha escrito “Nós”, com um desenho de um coração flechado.  Ele voltou ao retrato...